Monday, October 30, 2006

Maquiando provérbios....

"Amo, não nego. Caso quando puder."

Monday, February 07, 2005

Projetos pessoais

Dar início a alguns projetinhos parece bastante complicado. Apesar da euforia, da vontade de fazer as coisas acontecerem, parece que os não-previstos imprevistos resolvem dar as caras.. e sempre, de repente.

Tomam forma também, e rapidamente, as desculpas esfarrapadas. Aliás, tudo toma forma, em se tratando de mudanças radicais, ou de planos inovadores que destoam da normalidade.

Imaginemos um projetinho fictício, com seus devidos percalços não-previstos. Acompanhemos, pois, a ascenção e queda de algo que poderia sair do papel. Um exemplo, apenas, ilustrativo.

Exemplo 1: como trair o seu amigo (ou, como ajudá-lo, sem que ele perceba).

Fulano namora Maria, e o relacionamento estável suscita, inocente, a inveja de outros casais infelizes. "Felizes" como estão, casal modelo, exemplo a ser seguido, parecem viver um conto de fadas, aos olhos da comunidade atenta, macumbeira.

Maria é uma moça muito atraente. Fulano acredita no relacionamento duradouro, visando o sagrado matrimônio, com um rebento do sexo masculino. Futuro herdeiro, desde já torcedor de um time qualquer aí.

Trair Fulano, imaginem, não seria complicado. O processo de sedução de Maria seria algo rápido, se se levasse em conta a pacata vida que ela leva. Fulano é um moço bonzinho, acomodado. Extremo oposto ao homem-modelo idealizado por Maria. Maria, que além de atraente, ainda carece de afeto.

Fulano tem grana. Maria não.

A iminência de uma traição, por assim dizer, estaria delineada. O casal modelo, imaginem, está cercado por todos os lados: Fulano (ou o dinheiro dele), é disputado a tapa. Maria (ou a parte palatável dela), está absolutamente carente de emoções.

(continua...)

Sunday, February 06, 2005

Planos, metas

Apesar de estar tudo muito tranquilo, tudo bem encaminhado, faz-se necessário um adendo na linha da vida. Novos planos e metas, alguns novos desafios pessoais.

Leia-se 'desafios pessoais', pessoais mesmo, ou seja: desafios que dizem respeito, em absoluto, a uma pessoa em especial. No caso, yo.

Assim sendo, não dizem respeito a mais ninguém.

Sunday, December 05, 2004

SAIR À FRANCESA

O significado desta frase é sair de uma festa ou cerimônia sem se despedir. Pode ter origem em costume francês ou na expressão "saída franca", indicando mercadorias sem impostos, que não precisam ser conferidas. Como os franceses primam justamente pela etiqueta, não concordaram com a frase e a mudaram para "sair à inglesa". Alguns pesquisadores situam o surgimento da expressão na época das invasões napoleônicas na Península Ibérica (1810-1812), mas o escritor português Nicolau Tolentino de Almeida (1740-1811), cuja poesia satírica visava aos usos e costumes de Lisboa, registrou-a muito antes nestes versos: "Sairemos de improviso/ despedidos à francesa".

achei na net.. por aí

Thursday, December 02, 2004

O remorso

Se algumas pessoas controlassem um pouco mais os seus impulsos, o mundo não sofreria tanto de remorso. Afinal, o remorso é bobo, infantil. E além de tudo, incomoda (enquanto o tempo-remédio não faz efeito).
Antes de abrirmos a boca, vamos pensar um pouco mais. Cinco, dez segundos... até menos. Nosso pensamento é rapidão. Parar um pouco pra pensar não faz mal. As idéias vão amadurecendo, tomam forma. Um intenso e produtivo debate, na velocidade do pensamento, martela nossa cabecinha. Tudo em questão de segundos.
Pensar antes de falar, eis aí o segredo.
Vamos entender melhor esse momento, esse estalo. Esgotar as possibilidades, os caminhos. Pensar um pouco mais.
Em momento oportuno, e com a confiança de um capiau, desses de roça, aí sim, quem sabe... podemos até arriscar um palpite.
O desastre tem grandes chances de ser menor.

Saturday, November 27, 2004

Contraponto

Ser uma pessoa prestativa é complicado. Nem sempre estamos dispostos a ajudar, nem sempre 'nos convém' esse esforço, não é mesmo?
Não me convém ajudar fulano. Não vejo vantagens, só vejo problemas e mais problemas. Não quero me intrometer onde não sou chamado. Mesmo que fulano me peça com educação. É besteira um meu envolvimento.
Implorando? Não, não... deixa eu quieto. Cada um com seus problemas.
Com o tempo, vamos nos acostumando a esse afastamento. Meter o bedelho, mexer no queijo, tomar as dores. São situações complicadas, que podem ser evitadas.

Ser uma pessoa prestativa é bom demais. Quando posso, eu me entrego. Caio de cabeça mesmo. Tão bom ser uma pessoa útil.
Se precisam de ajuda, por que negar? O desenvolvimento pessoal, o aprendizado, tudo isso é inegável, incomparável. Tomar as dores, os anseios, os sentimentos de fulano... como dispensar esse sopro de vida?
Não me peça. Estou sempre disposto. Faz parte de mim ajudar quem necessita.
Aprendi que dos males, o menor é não se envolver. Não se envolver é fuga, fuga é medo, medo é morte. E quando se está morto em vida, precisamos de... ajuda?

Artista de rua

Madrugada na rodoviária, e um sujeito começa a importunar o pessoal que está esperando ônibus.
Monólogo. O sujeito, bêbado, falando sem parar:
- Eu perdi a virgindade com 13 anos! Na zona! Na zona!
- Foi com uma prostituta. E eu peguei gonorréia com 13 anos! Na zona!
- Naquele tempo eu não tinha dinheiro pra comprar camisinha. Mas pensando bem, a responsabilidade é da prostituta, não é mesmo?
- Eu peguei gonorréia!
- Se fosse hoje, eu teria pego AIDS. Mas a responsabilidade é da prostituta, já que eu era de menor. Fui aliciado.
- Gonorréia! gritando alto;
- Gonorréia!
- Minha primeira vez foi com uma prostituta. Eu peguei gonorréia.

Monday, November 22, 2004

Café

Hoje o dia foi muito legal. Acordei cedo e tomei café. Eu gosto muito de café, porque tomando café eu acordo.

Fui pra escola assistir aula. Eu não gosto muito da escola, porque é longe, e eu perco muito tempo até chegar lá. Eu gostaria de, ao invés de ir pra escola, ficar em casa. Minha vovó faz café novo quando a Maria começa a preparar o almoço. O café da vovó é amargo, mas é bom.

Encontrei uma vizinha no caminho para a escola. Ela é muito legal. Conversamos sobre tudo! Sobre a minha escola, que eu já disse que não gosto, sobre o vizinho novo que mudou também. Ela perguntou bastante sobre o vizinho, ela ficou perguntando um monte de coisas sobre o Golf vermelho dele. O Golf é lindão.

Acho que se ela tivesse a minha idade, formaríamos um casal bem simpático. Eu convidaria ela pra tomar café comigo, porque ela gosta de carros como eu. E se ela combina comigo, ela deve gostar de café também, como eu.

Na escola, a aula foi chata. Eu não me concentrava na professora. Só me distraí um pouco quando estava no recreio. No recreio, tomei café, que eu gosto. E no recreio também aconteceu uma coisa engraçada. Eu derrubei minha pochete no chão, e me abaixei pra pegar. Só que a minha amiga, a Luísa, também se abaixou pra pegar. Ela queria me ajudar. Só que nos abaixamos ao mesmo tempo, e batemos a cabeça! Demos muita risada. Foi muito engraçado. E eu acho legal coisas engraçadas. Eu achei tão engraçado, e estava dando tanta risada, que até tomei mais café, que eu gosto. Dar risada, e tomar café junto, é muito legal. Tomando café eu acordo, e fico mais atento nas coisas legais.

Assisti um desenho novo. Eu gosto muito de desenhos. E assisti o desenho tomando café com leite.

Fiquei assustado, porque descobri que sensações fazem o cérebro funcionar de um jeito estranho. Enquanto eu assistia o desenho, e tomava o café com leite, que eu também gosto, eu me lembrei da pochete e da cabeçada na escola. E comecei a rir sem parar. Ri tanto, que fui buscar mais café, que eu gosto.

Acho que o café me fez lembrar da pochete e da cabeçada. É legal isso, e eu acho legal coisas legais. Da próxima vez que acontecer alguma coisa legal, eu vou querer estar tomando café, pra ver se o meu cérebro faz uma ligação mental entre essa coisa legal e o café.

Eu gosto muito de café. Café é legal.